Mais cedo, presidente explicou durante conversa descontraído no G7 que também já foi considerado “anticomunista”.
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad reagiu quarta-feira agora (17.jun) à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que nunca foi “esquerdista” e afirmou que o mandatário tem uma postura “pragmática”.
“Quando perguntaram para ele se ele era comunista uma vez, acho que foi até o Silvio Santos que fez a pergunta, ele falou: ‘Eu sou torneiro mecânico’. O Lula tem essas tiradas porque tem uma postura muito pragmática”, explicou Haddad durante acontecimento na PUC.
Segundo Haddad, o presidente impede rótulos ideológicos e prioriza resultados concretos: “Os rótulos não funcionam muito bem para ele, justamente porque o que ele busca é resultado. Ele quer melhorar a qualidade de vida das pessoas, ele quer que o salário aumente, ele quer que a negociação entre capital e trabalho leve em consideração a vulnerabilidade dos trabalhadores nessa relação, as assimetrias da sociedade moderna”, afirmou.
Mais cedo, durante a reunião do G7, Lula explicou que nunca se estabeleceu como “esquerdista”. O presidente respondeu a uma pergunta sobre sua imagem política quando foi eleito através da primeira vez, em 2002.
“Mas eu nunca fui esquerdista. Eu era um dirigente sindical que tinha uma belíssima relação com o sindicalismo alemão, tinha uma relação boa com o sindicalismo italiano. Tinha uma relação com a UGT (União Geral de Trabalhadores), da Espanha”, afirmou.
Na sequência, Lula explicou que, na década de 1980, foi convidado a fazer parte de um congresso na então União Soviética, mas explicou que acabou sendo visto como “anticomunista”.
“Em 1980, eu tive um congresso na Rússia para o qual fui convidado. Eu não fui porque estava condenado pela Lei de Segurança Nacional. Fiz uma viagem pela Europa angariando solidariedade. E aí passei a ser tratado como anticomunista”, completou.
*Com informações da CNN Brasil
Com informações da Diario de Votuporanga

