Justiça autoriza mais 90 dias para esclarecer contradições entre exames do Instituto Médico Legal e Instituto de Criminalística.
A investigação sobre o óbito do empresário Giovani Svolkin da Silva, de 30 anos, teve uma reviravolta depois de o Instituto de Criminalística (IC) concluir que os tiros que o atingiram partiram por trás, durante a briga generalizada registrada em 26 de outubro, de frente ao bar Resenha, na Vila Bom Jesus, em São José do Rio Preto/SP. O segurança particular Kevin Igor Silveira Novaes, de 26 anos, continua foragido.
O novo documento técnico contrasta com o laudo feito através do Instituto Médico Legal (IML). A análise necroscópica indicava que os disparos teriam sido feitos de frente para a vítima, transpassando o braço (que a vítima colocou à frente do corpo) e acertando o peito.
A diferença entre os resultados, entretanto, se explica através do contexto em que cada perícia foi feita. O exame do IML foi feito horas depois da morte, quando os ferimentos já apresentavam alterações naturais. Já o documento do IC baseou-se na avaliação direta da cena, incluindo registros em vídeo e análise das ferimentos ainda visíveis quando o corpo foi descoberto.
Com os laudos apontando cenários distintos, o inquérito passou a unir novas peças para reconstruir o caso. Entre elas estão as imagens completas coletadas no local e novos depoimentos de testemunhas que acompanharam a briga.
O Ministério Público defendeu que a apuração seja ampliada e pediu um laudo complementar que considere todas as divergências existentes, além dos vídeos anexados.
A Justiça acatou o pedido e concedeu 90 dias extras para que a Polícia Civil finalize o inquérito e esclareça como ocorreu o assassinato.
*Com informações da Gazeta de Rio Preto
Com informações da Diario de Votuporanga

