BrasilPublicação ocorre em meio à repercussão de investigações envolvendo Lulinha e de perguntas sobre a relação de Flávio com Vorcaro VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoO candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) postou uma indireta, na próxima sexta (21/8), em referência aos dois principais adversários na disputa através do Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
“Brasil não pode ser a ‘República dos filhos complicados’. Nós temos que virar essa página!”, escreveu Caiado no X.
O ex-governador de Goiás não citou nominalmente os dois presidenciáveis, mas a publicação ocorre em meio à repercussão de casos envolvendo os filhos mais velhos de Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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A referência a Flávio Bolsonaro ocorre no momento em que o senador é indagado sobre sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e sobre o financiamento do filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro.
Flávio admitiu ter procurado Vorcaro para tratar do financiamento do longa. O ex-banqueiro teria repassado R$ 61 milhões para a produção. O senador afirmou que buscava patrocínio privado para o filme e negou ter promovido vantagens ou recebido benefícios em troca.
No mês de julho, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para apurar possíveis irregularidades relacionadas ao financiamento de Dark Horse. O caso também é analisado através do Tribunal de Contas da União (TCU).
A relação com Vorcaro se tornou um dos pontos de desgaste da campanha de Flávio Bolsonaro. Nesta quinta-feira (20/8), o senador voltou a afirmar que julga o episódio terminado e que já prestou contas sobre os gastos da produção.
Lulinha é alvo de inquéritos da PF A outra referência da publicação de Caiado é Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Ele é alvo de três inquéritos da Polícia Federal que apuram suspeitas de tráfico de influência e possíveis irregularidades em articulações envolvendo empresas e órgãos do governo federal. As investigações foram abertas a contar de informações obtidas através da PF no âmbito da apuração sobre fraudes no INSS.
Uma das investigações envolve a empresária Roberta Luchsinger e apura suspeitas de que ela teria recorrido à proximidade com Lulinha para intermediar interesses empresariais relacionados ao mercado de cannabis medicinal, inclusive em negociações envolvendo o Ministério da Saúde. O caso também envolve o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, destacado como ligado à empresa World Cannabis.
O segundo inquérito investiga uma capaz atuação de Lulinha para melhorar negócios envolvendo a Dataprev, empresa pública responsável através do processamento de dados de programas sociais e previdenciários. A PF apura, entre outras suspeitas, se um empresário teria custeado despesas de uma viagem de Lulinha em um contexto relacionado à tentativa de conseguir negócios com o governo.
Já a terceira investigação, autorizada através do ministro Flávio Dino, apura outras possíveis articulações para favorecer interesses privados em negócios com o governo federal. Lulinha nega irregularidades.
Com informações de Metropoles

