BrasilPresidente nacional do PT explicou que buscará partidos a começar desta semana para construir estratégia com “forças democráticas” KEBEC NOGUEIRA/METROPOLES @kebecfotografoO presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou segunda-feira agora (17/8) que a sigla buscará fazer alianças políticas com o Centrão já no primeiro turno das eleições gerais deste ano. A maioria dos partidos do espectro político decidiu se manter neutra na disputa presidencial de 2026.
Segundo Edinho, a começar desta semana, o partido vai construir uma estratégia de reuniões com “forças democráticas”, independentemente de posições tomadas no passado, como o suporte ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Nós vamos disputar o campo democrático já no primeiro turno. Ontem nós tivemos as atas sendo registradas, portanto ontem se efetivou o período pré-campanha. Nós entramos a partir de hoje no período da campanha. Em cima do cenário que foi construído na pré-campanha, nós vamos iniciar as conversas com o campo democrático brasileiro ainda no primeiro turno. Não tenha dúvida disso”, declarou o presidente do PT.
A declaração foi dada durante coletiva de imprensa em Brasília. No sábado (15/8), encerrou-se o período para o registro de candidaturas de partidos, federações e coligações.
Com a oficialização das candidaturas, ficou consolidado que Lula será o único postulante à Presidência a unir apoio de outras siglas e não concorrerá em uma chapa puro-sangue.
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O petista reconstruiu a frente ampla que o apoiou nas eleições de 2022, composta por PSB — partido do vice-presidente Geraldo Alckmin —, PCdoB e PV, que fazem parte a federação Brasil da Esperança com o PT, além da Federação PSol-Rede e do PDT. As alianças defenderam a Lula o maior tempo de propaganda eleitoral na televisão entre os presidenciáveis.
“A chance é diálogo. Não tem jogo ganho sem ser jogado. Nós vamos a partir de hoje estabelecer diálogo, independente de posições tomadas no passado. Nós queremos juntar em torno da candidatura do presidente Lula todas as forças democráticas do nosso país. Todas as forças”, explicou Edinho.
Na semana passada, o presidente do PSD e candidato à Vice-Presidência na chapa com Ronaldo Caiado, Gilberto Kassab, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) “não tem a menor chance” de ganhar a eleição para a Presidência da República. Kassab afirmou ainda que os partidos do Centrão não estão neutros, mas sim apoiando o presidente Lula em sua reeleição.
“O PSD está em cinco estados conosco. Como o MDB já está conosco, que não está na nossa coligação. O PP também disputa conosco, encabeça a Paraíba, que apoia o presidente Lula. O União Brasil também apoia o presidente Lula no Amapá”, citou Edinho.
Balanço dos palanques de Lula Durante a coletiva de imprensa, o presidente nacional do PT informou o balanço definitivo dos palanques de Lula nos estados.
Segundo Edinho, o PT terá candidaturas próprias aos governos estaduais em 12 estados. Para o Senado, serão 19 candidaturas próprias do partido em 18 estados — em um deles, o PT terá dois candidatos.
Além disto, o PT apoiará outros nove candidatos de partidos apoiadores.
“Nós também vamos disputar as assembleias e vagas da Câmara dos Deputados em todos os estados do nosso país, o que é também um marco importante e dará muita capilaridade à campanha do presidente Lula nas disputas estaduais”, informou Edinho.
Com informações de Metropoles

