O contrato da obra provisória de emergência possuía período para conclusão no dia 7 de abril, agora foi estendido até 6 de maio, sob a justificativa de chuva intensa.
Jorge Honorio
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A Saev Ambiental remarcou o período para conclusão da obra provisória e de emergência para sanar o derramamento de esgoto do emissário localizado próximo do Córrego Boa Vista, às margens da Pista Euclides da Cunha (SP-320), em Votuporanga/SP.
Conforme anunciado através do Diário, o período para conclusão da obra era até 7 de abril, no entanto, agora foi estendido até 6 de maio, sob a justificativa de chuvas intensas: “Ressalta-se que o pedido considera a solicitação apresentada pela empresa contratada, sendo o pleito fundamentado, principalmente, na ocorrência de condições climáticas adversas, com destaque para a incidência de chuvas intensas ao longo do período de execução, incluindo evento de chuva forte registrado no dia 20/03, que impactaram diretamente o cronograma da obra”, consta no despacho postado no Diário Oficial do Município.
Desta forma, o período para conclusão do serviço provisório foi aumentado em 30 dias, ou seja, de 7 de abril para 6 de maio de 2026.
A ação consiste na implantação de um sistema de bombeamento de esgoto que tem como objetivo direcionar adequadamente o esgoto até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Votuporanga, assegurando que os efluentes sejam direcionados para tratamento de forma correta.
Para tornar viável a operação emergencial, a Saev Ambiental fica instalando dois tanques de polietileno com capacidade de 20 mil litros cada. Esses reservatórios funcionam como estruturas de contenção, permitindo que o esgoto seja acumulado momentaneamente e, em seguida, bombeado para continuar seu percurso no sistema de coleta e tratamento.
A obra também inclui a preparação da área onde o sistema será instalado, com execução de base para acomodação dos equipamentos, instalação das motobombas e cercamento do espaço para defender segurança operacional.
O sistema contará ainda com um conjunto motobomba que tem capacidade para bombear até 800 metros cúbicos de esgoto por hora, com potência de 60 cavalos, assegurando vazão suficiente para manter o funcionamento do sistema de esgotamento sanitário da área. Por intermédio de mangotes (tubulações flexíveis de grande diâmetro), o esgoto será transportado até um poço de visita localizado depois de a pista, de onde seguirá até a estação de tratamento.
A solução permitirá manter a operação do sistema de esgotamento sanitário enquanto são conduzidas as etapas necessárias para a execução da obra da nova travessia do emissário, cujo processo licitatório já fica em andamento.
Derramamento de esgoto e obra complicada
De acordo com o superintendente da Saev Ambiental, Osvaldo Carvalho, o conserto definitivo do vazamento de esgoto no córrego é uma obra complicada. Tanto a implantação do sistema de bombeamento quanto a obra de construção da nova travessia do emissário exigiram planejamento técnico detalhado em razão das características do terreno e das condições operacionais do segmento, já que o emissário passa por baixo da pista mais movimentada da área. Uma obra convencional implicaria na interdição total da Pista Euclides da Cunha, sem possibilidade de desvio direto, o que causaria um caos logístico na área.
Com informações da Diario de Votuporanga

